sexta-feira, 17 de maio de 2013

Para o inconsciente imaginar e realizar é igual





O inconsciente é uma parte de nossa psique que guarda tudo que já vivenciamos. Para que entenda melhor, veja o exemplo abaixo. Na divisão do triângulo abaixo, qual parte você considera que seja o correspondente ao inconsciente? A parte maior ou menor?
O inconsciente representa a parte maior. É poderoso, sábio e ilimitado. Sua proporção em relação ao consciente é a mesma que do mar para a terra. 
Ele é enorme, pois tudo que você viveu, quer você lembre ou não, está registrado nele, desde sua concepção até o momento presente. Enquanto não houver autoconhecimento, a maior parte de seus comportamentos, atitudes, decisões e reações serão regidos pelo inconsciente, por isso é tão importante entender sua linguagem.

Para entender melhor o inconsciente é preciso saber que:

- Imaginar ou realizar é igual

Para o inconsciente o fato de você pensar algo (imaginação) ou realizar tem o mesmo efeito. Lembre-se, ele trabalha com imagens registradas em sua mente, por isso, muitas vezes você fica abalado, nervoso, só de pensar que algo possa acontecer (leia mais). É também por isso que a meditação traz tantos resultados. Por exemplo, o fato de você imaginar que está sendo envolvido por uma bolha de luz azul que acalma, terá um efeito como se essa luz realmente envolvesse seu corpo.

Sucesso entre gays, aplicativos de 'pegação' agora atraem héteros




O solteiro que quer mudar de estado civil têm um forte aliado: o smartphone. Ou melhor, alguns aplicativos que podem ser baixados para flerte ou "pegação", cabe ao usuário o fim que dará a eles. O público gay já dispõe há algum tempo desse tipo de ferramenta digital que dá uma forcinha para namoros ou encontros casuais. Grindr, Scruff e Hornet figuram entre os aplicativos voltados exclusivamente para o segmento. 

O Tinder, lançado recentemente para aparelhos com sistema operacional iOS (iPhone e iPad), não se limita aos homossexuais: os héteros também podem desfrutar da novidade. Basta definir sua localização, preferência sexual e navegar pelos perfis de quem estiver nos arredores. Tudo anonimamente.

Os candidatos ou candidatas de sua predileção são selecionados depois de se clicar num coração verde –um X vermelho está ali ao lado para eliminar os mal cotados no processo de seleção. Se um dos escolhidos também gostar de você, o aplicativo o avisa e, a partir daí, os dois podem papear. O Tinder é baixado gratuitamente e o cadastro se dá via Facebook, mas essa informação não é publicada na sua página. O app usa dados da rede social para verificar se a pessoa tem amigos e opções "curtir" em comum com você. Em outras palavras, trata-se de um filtro.


O Bang With Friends, polêmico aplicativo para encontrar pares de sexo casual entre seus amigos do Facebook, ficou popular pela discrição. Nele, o usuário seleciona com quem transaria. Se a pessoa que ele selecionou o escolher também, ambos recebem um aviso de que o interesse é mútuo, para que eles possam combinar os detalhes da aventura. Recentemente, porém, a lista de usuários do aplicativo acabou sendo divulgada e qualquer usuário do Facebook pode saber quem de seus contatos estava usando o aplicativo.





Existem outros apps do gênero. É o caso da versão hétero do Grindr, o Blendr, que anuncia ter mais de 180 milhões de usuários no mundo e está disponível para aparelhos com sistema iOS e Android. Seu principal atrativo, assim como o Grindr, é mostrar a quantos metros de distância uma outra pessoa interessada em sexo casual está de você. Ao fazer o login, o usuário é convidado a dar uma série de informações sobre interesses –hobbies, música que gosta de ouvir e por aí vai– para peneirar os interessados.

Ao assinar o serviço Super Poderes, há vantagens. A função permite ver quem o adicionou como favorito além dos dispostos a conhecê-lo, ter acesso aos perfis mais populares e conversar com os adeptos do Blendr assim que logarem. O plano de 12 meses custa US$ 59,99. Se for mensal, US$ 5. É possível, também, acessá-lo pelo Facebook, cujas contas recebem um selo de verificação, assim como os números de celulares. Tudo para evitar com usuários caiam em fraudes de perfis falsos.





Vale a pena aderir?

Mas será que o namorico via celular é uma boa? "Como tudo que tem surgido desde o advento da internet, essas ferramentas facilitam o encontro de pessoas com interesses em comum", diz a psicóloga Rosa Maria Farah, que é coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP. "No início, sempre existe uma empolgação. O tempo vai dizer se elas são realmente úteis".

O grande apelo comercial dessas engenhocas virtuais seria a facilidade de propiciar encontros e uma satisfação imediata ilusória com um simples toque na tela do celular. "É como se  um relacionamento não dependesse de tempo, cultivo e paciência", explica Rosa. Esse espaço virtual seria um grande parque de diversões para adultos onde eles, geralmente, agem de forma ingênua. 

Além disso, o indivíduo pode se sentir mais seguro para buscar experiências mais excêntricas, devido à sensação de estar protegido pelo anonimato. Com isso, acaba se expondo além da conta. E, numa dessas, uma foto comprometedora pode vazar. Sem falar em gente mal intencionada. "É como aplicar na bolsa de valores", compara o psicólogo Ailton Amélio, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo).  Para os mais tímidos, no entanto, esses aplicativos podem servir como uma espécie de exercício das habilidades requeridas na paquera. "O anonimato facilita", afirma Amélio. De acordo com o psicólogo, os aplicativos têm o mérito de aglutinar pessoas, como um bar. "Sempre há disponibilidade. É uma tentação continuada". Mas esse fácil acesso tem um custo: substitui canais tradicionais de comunicação, como olhar, postura e tom de voz. 

Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é categórico: não há melhor filtro do que a realidade. "O comportamento é algo que se revela no dia a dia", diz Monezi. "A maneira como as pessoas se tocam e o cheiro, por exemplo, são determinantes para uma relação. Nenhum aplicativo vai transmitir todas as sensações do contato humano".

O fisiologista do comportamento lembra, ainda, que por trás da ferramenta há uma pessoa que pode fantasiar, iludir ou mentir. É preciso cuidado. "A gente alimenta o perfil com nossas expectativas, imagens de perfeição, mas os defeitos também fazem parte do nossos charme. Aliás, só há amor quando gostamos dos defeitos da pessoa querida", diz Monezi. Ele conclui: "O virtual é muito rico e ao mesmo tempo superficial. Não existe coisa mais gostosa do que trocar olhares".



terça-feira, 14 de maio de 2013






Marco Feliciano não me representa





A fervorosa campanha “Feliciano Não Me Representa”, em protesto ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Pastor Marco Feliciano, ganhou mais dois adeptos de peso.

Os atores globais Bruno Gagliasso e Matheus Nachtergaele se beijaram ena boca em repúdio ao deputado. A foto do ato foi publicada no Instagram.

A legenda da imagem foi: “Quanto menos você sabe, mais você julga. #Felicianonãomerepresenta”.

O número de comentários e “curtidas” dos internautas é impressionante e não para de crescer.

quinta-feira, 2 de maio de 2013



REDUZIR OU NÃO A MAIORIDADE PENAL? 


Reduzir a maioridade penal é reconhecer a incapacidade do Estado brasileiro de garantir oportunidades e atendimento adequado à juventude. Para o advogado Ariel de Castro Alves, especialista em políticas de segurança pública e ex-integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), “seria um atestado de falência do sistema de proteção social do país”.




O debate sobre o tema voltou à tona nos últimos dias, após o assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, 19 anos, durante um assalto em frente a sua casa no bairro de Belém, zona leste de São Paulo. O agressor era um adolescente de 17 anos que, dias depois, completou 18. Com isso, ele cumprirá medida socioeducativa, pois o crime foi cometido quando ainda era menor.

Além disso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, veio a Brasília esta semana para defender alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal com o objetivo de tentar coibir a participação de adolescentes em crimes. Uma das propostas é ampliar para até oito anos o período de internação do menor em conflito com a lei.

Para Ariel de Castro, membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos, defender a diminuição da maioridade penal “no calor da emoção” não garante o combate às verdadeiras causas da violência no país. Para ele, a certeza da punição é o que inibe o criminoso, e não o tamanho da pena. 

Castro alerta que uma das consequências da redução da maioridade penal seria o aumento dos crimes e da violência. “É uma medida ilusória que contribui para que tenhamos criminosos profissionais cada vez em idade mais precoce, formados nas cadeias, dentro de um sistema prisional arcaico e falido”, disse.

“No Brasil existe a certeza da impunidade, já que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos. Precisamos de reestruturação das polícias brasileiras e melhoria na atuação e estruturação do Judiciário e não de medidas que condenem o futuro do Brasil à cadeia”, completou.

O especialista também enfatizou que o índice de reincidência no sistema prisional brasileiro, conforme dados oficiais do Ministério da Justiça, chega a 60%, o que, em sua opinião, indica “claramente” que se trata de um sistema incapaz de resolver a situação. Já no sistema de adolescentes, por mais crítico que seja, estima-se a reincidência em 30%.

“Se colocar adultos nas cadeias de um sistema falido não resolveu o problema da violência, e essas pessoas voltam a cometer crimes após ficarem livres, por que achamos que prender cada vez mais cedo será eficiente?”, questionou.

Para o diretor adjunto da organização não governamental (ONG) Conectas, que trabalha pela efetivação dos direitos humanos, Marcos Fuchs, modificar a legislação atual para colocar jovens na cadeia reforça a ideia do “encarceramento em massa” o que, em sua avaliação, não é eficiente. Ele ressalta que os jovens brasileiros figuram mais entre as vítimas da violência do que entre os autores de crimes graves.

“Os números da Fundação Casa, em São Paulo, mostram que latrocínio e homicídio representam, cada um, menos de 1% dos casos de internação de jovens para cumprimento de medida socioeducativa, sendo a maioria [dos casos de internação] por roubo e tráfico de drogas”, destacou.

“Além disso, o último Mapa da Violência indica que a questão a ser encarada do ponto de vista da política pública é a mortalidade de jovens, sobretudo, dos jovens negros, e não a autoria de crimes graves por jovens”, completou.

Segundo o último Mapa da Violência, de cada três mortos por arma de fogo, dois estão na faixa dos 15 a 29 anos. De acordo com a publicação, feita pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, os jovens representam 67,1% das vítimas de armas de fogo no país.


MORRE NO HOSPITAL MENINA TORTURADA E ESTUPRADA NA ÍNDIA


Menina de 5 anos foi sequestrada e estuprada por mais de 40 horas.
Ela morreu de parada cardíaca às 19h45 (horário local) desta segunda.

A menina de cinco anos encontrada há duas semanas depois de ter sido violentada e torturada morreu em um hospital da Índia, anunciaram fontes médicas nesta terça-feira (30).

"Morreu vítima de uma parada cardíaca às 19h45 de segunda-feira. Seu estado piorou e a pressão arterial caiu. Não reagia aos medicamentos" disse o porta-voz do hospital à agência de notícias France Presse.





A menina havia sido encontrada inconsciente pelos pais no dia 18 de abril, no estado de Madhya Pradesh, depois de ter sido violentada, segundo a polícia, por um homem de 35 anos que a deixou abandonada em uma granja.

Segundo os investigadores, a menina foi sequestrada em 15 de abril em um bairro de classe média e depois estuprada durante mais de 40 horas em um quarto trancado.

A polícia indiana prendeu dois suspeitos depois do sequestro e estupro da criança, um caso que aumentou a polêmica sobre o tratamento que as autoridades dão aos crimes sexuais.

A morte de uma estudante em dezembro de 2012, em um estupro coletivo em um ônibus, já havia provocado muitas manifestações no país.

A vítima foi internada com graves ferimentos internos. Um dos suspeitos, que estava escondido na casa dos sogros, no estado de Bihar, no Leste da Índia, seria um inquilino do mesmo edifício no qual a menina morava, segundo a imprensa local.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012





Não sei o que seria de mim sem as Farc, diz guerrilheira holanda

ADALBERTO ROQUE
DA AFP, EM HAVANA

A guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer, que integra a delegação das Farc que participa das negociações de paz com o governo colombiano em Havana (Cuba), afirmou que não imagina a sua vida fora da organização insurgente, à qual aderiu há uma década.

"Não posso voltar atrás nem quero voltar atrás", disse Nijmeijer, filóloga de 34 anos, em entrevista exclusiva à AFP na Praça da Revolução, em Havana, diante da imagem do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara, a quem "todos os membros das Farc adoram", disse.

"Sinto-me realizada como guerrilheira das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e não sei o que teria sido de mim. De repente seria dona de casa, teria três filhos, estaria divorciada, mas isso não teria me realizado da forma que me realiza ser guerrilheira", acrescentou a holandesa, que está em Cuba desde 5 de novembro passado.



Única integrante europeia conhecida da guerrilha das Farc, Nijmeijer ganha um brilho nos olhos quando fala da chegada, há mais de uma década, à guerrilha mais antiga da América Latina, considerada organização terrorista por Washington e pela União Europeia.
"Estou nas Farc porque é a forma de luta que o povo colombiano escolheu, porque não lhe restou outra opção a não ser lutar com armas", afirmou Nijmeijer, que tem como nome de guerra 'Alexandra' e que, na guerrilha, faz trabalhos de tradução, comunicação e ensino do marxismo.
"No fim das contas, o que me motivou para estar nas fileiras das Farc é que concebo a luta 'fariana' [das Farc] como um centro de luta no mundo e penso que o povo colombiano é uma vanguarda de luta", acrescentou, falando um espanhol fluente, com sotaque colombiano.
Ela admitiu que "foi muito dura" sua adaptação à vida na guerrilha e, sobretudo, "à cultura do camponês colombiano. "Tem sido um sacrifício, por um lado, mas me sinto muito realizada e muito contente de estar nas fileiras" das Farc. "Estou há dez anos casada com o Exército do povo e estou me saindo muito bem", afirmou.

DIÁLOGO

Nomeada pelas Farc uma de suas delegadas para o diálogo com o governo do presidente Juan Manuel Santos, que está no seu terceiro dia consecutivo, no Palácio das Convenções de Havana, Nijmeijer assegurou que a organização guerrilheira está preparada para lutar pela paz "com ou sem fuzil".
"Nós lutamos com fuzil ou sem fuzil e estamos aqui em Havana para lutar sem fuzil. Queremos lutar por um processo de paz, queremos que o povo colombiano possa viver em paz", disse Nijmeijer, a integrante da delegação insurgente mais perseguida por jornalistas da América Latina e da Europa em Havana.
"Para mim é uma honra estar aqui, uma honra poder contribuir com o processo de paz na Colômbia, e, quanto a Cuba, aqui me sinto bem, Cuba é linda", afirmou Nijmeijer, que teve a nomeação como porta-voz interpretada como um golpe de imagem das Farc no exterior.
A guerrilheira, que viajou a Cuba depois que a Promotoria colombiana suspendeu duas ordens de captura contra ela, uma pelo crime de rebelião e outra com fins de extradição, espera que através das negociações "por fim se possa fazer a paz" na Colômbia, mas "uma paz com justiça social, com educação para todo o povo".
Nijmeijer é acusada nos EUA do sequestro, em 2003, de três empreiteiros americanos, que foram libertados em uma operação das forças militares da Colômbia, em 2008, juntamente com a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, de nacionalidades colombiana e francesa.

PROTESTOS

Nijmeijer, que afirmou em Havana o desejo de viajar à Holanda para explicar "o porquê da luta na Colômbia", elogiou os movimentos dos "indignados" em todo o mundo, cuja luta considerou "muito importante".
"Quero parabenizar todos os jovens do mundo que estiverem lutando neste momento, aos operários na Grécia, a todos os movimentos sociais que há no mundo, porque estas lutas são muito importantes nesta época", disse a guerrilheira.
Este diálogo que governo e as Farc celebram em Havana é a quarta tentativa de paz entre as partes. O processo conta com o apoio de Noruega e Cuba, como países garantes, e de Venezuela e Chile, como acompanhantes.
Na Colômbia opera também a guerrilha guevarista Exército de Libertação Nacional (ELN), que pode começar também um processo de paz com o governo Santos, segundo declarou o grupo insurgente em um comunicado publicado na segunda-feira da semana passada.




Iraniana deformada ganha na Justiça direito de cegar agressor
SAMY ADGHIRNI
DE TEERÃ







A iraniana Ameneh Bahrami, 34, ficou desfigurada depois que um colega de faculdade com quem ela não queria se casar atirou ácido em seu rosto. Em 2011, ela obteve o direito de aplicar a Lei de Talião, mas, na última hora, perdoou o agressor. Residente na Espanha, Ameneh voltou ao Irã para lançar sua biografia "Auge um Auge" ("olho por olho", em alemão), sem previsão de lançamento no Brasil.


Leia o depoimento de Bahrami à Folha:

"Nasci de um pai militar e de uma mãe professora de escola primária e tive uma infância feliz crescendo ao lado de minhas duas irmãs e dois irmãos em Teerã.

Terminado o segundo grau, me inscrevi na faculdade de Engenharia Eletrônica na Universidade Eslamshahr.

Em 2003, uma senhora me telefonou dizendo que tinha um filho que estudava comigo e queria me pedir em casamento. Ela me disse seu nome, Majid Movahedi, e então fui conferir quem era.

Eu o conhecia de rosto, mas não sabia seu nome. Quando a mãe me ligou de novo, contei que não estava interessada. Não ia com a cara dele e, além disso, ele um dia havia mexido comigo durante uma oficina de laboratório, tocando minhas coxas.

Mas ela continuou ligando, dizendo que seu filho era homem e, por isso, tinha direito de escolher quem bem entendesse para ser sua mulher. Após meses recebendo ligações, exigi que ela parasse de telefonar. Ela respondeu que seu filho iria se matar se não se casasse comigo.

Meses depois, me formei e consegui um emprego numa empresa de equipamentos médicos.

Eu só soube muito tempo depois que Majid naquela época vivia me seguindo e levantando todo tipo de informação a meu respeito, desde horários até nomes de colegas.

Certa vez ele me ligou dizendo que estava disposto a me matar se eu não me casasse com ele. Não levei a sério e continuei vivendo normalmente, até que um dia, em outubro de 2004, eu o vi me esperando na frente da empresa.

Repeti que não o queria e contei que tinha um marido. Majid respondeu: É mentira, pois sei tudo a seu respeito. Case comigo ou vou arruinar sua vida.

Dois dias depois, saí do trabalho por volta das 16h30 e caminhava pela rua quando senti alguém apressado atrás de mim. Deixei a pessoa me ultrapassar e vi que era Majid, com um frasco na mão.

Ele atirou um líquido no meu rosto, pensei que fosse água quente. Ele riu e saiu correndo, e minha vista escureceu.

A última coisa que meus olhos enxergaram foi o tênis de Majid. Logo senti uma queimação atroz e entendi que o líquido que escorria pelo meu rosto não era água quente, mas ácido sulfúrico.

Comecei a gritar no meio da rua e arranquei desesperadamente minha roupa e até meus calçados, que não paravam de queimar.

Doía muito e eu não enxergava nada. Trouxeram água e eu molhei minhas mãos e braços, mas o efeito foi pior, pois minha pele começou a ferver. Um homem me disse: Não leve a água à cabeça, senão seu rosto vai se desmanchar.

Fui levada de hospital em hospital até ser atendida.

Nem na clínica de queimados sabiam o que fazer comigo. Diziam nunca ter visto um caso assim. Cinco horas depois, um médico anunciou que meu olho esquerdo estava perdido e que meu olho direito tinha chance de ser salvo.

Com ajuda financeira do então presidente Mohammad Khatami, fui fazer tratamento em Barcelona, onde uma operação bem-sucedida me permitiu recuperar 40% da visão do olho direito.

SEM DINHEIRO NEM TETO

Mas Mahmoud Ahmadinejad, eleito em 2005, cortou a ajuda, e mergulhei numa situação muito difícil na Espanha, sem dinheiro nem teto.

Em 2007, peguei uma infecção num abrigo social e perdi de vez o olho direito. Foi aí que decidi voltar ao Irã para pedir a Lei de Talião [olho por olho, dente por dente, criada na Babilônia antiga].

A Justiça argumentou que a lei nunca era aplicada, mas, no ano passado, ganhei a causa. Majid já estava no hospital judiciário para ser cegado quando anunciei que o perdoava. Ele se jogou no chão e beijou meus pés.

No fundo eu nunca quis aplicar a Lei de Talião. Jamais poderia fazer isso, não sou selvagem. Eu queria mesmo chamar a atenção para o caso e evitar que outras pessoas passem pelo que sofri.

Hoje o que importa é o dinheiro. Quero que ele me pague 150 mil. Mas ele foi solto pela Justiça, que não gostou de eu ter recuado da lei.

Há muita complicação, mas continuo atrás do dinheiro. Volto dentro de alguns dias para Barcelona, onde sigo tratamento e vivo com a ajuda que Ahmadinejad retomou depois que eu perdoei Majid.

Um médico na Espanha acha que pode recuperar meu olho esquerdo. Enquanto isso, quero que meu livro saia no mundo todo."



terça-feira, 20 de novembro de 2012



Desodorante comestível promete aromatizar a pele durante 6 horas
Comercializado na forma de balinhas, o produto altera o odor natural da pele
POR LEDIANE FILUS EM 12/11/2012 17:31, EM ESTÉTICA



De acordo com uma notícia publicada pelo site abc News, uma novidade lançada pela empresa belga beneo promete transformar o aroma natural do corpo em cheirinho de rosas. Batizado de Deo Perfume Candy, o novo desodorante comestível vem em forma de balinhas, que depois de digeridas alteram a composição química da “fragrância” exalada pela pele.

Segundo a publicação, o desodorante funciona de dentro para fora, e o desenvolvimento do produto se baseia na ideia de que o consumo constante de determinados alimentos e especiarias — como o curry e o alho, por exemplo — pode alterar o odor natural produzido pelo corpo. Conforme afirma o fabricante, uma única bala seria capaz de deixar um adulto de 63 quilos cheiroso durante seis horas!

As balinhas perfumadas contêm geraniol, uma substância presente no óleo de rosas que, segundo o fabricante, passa a ser exalada pelo corpo aromatizando a pele. Alguns especialistas não estão muito convencidos de que o desodorante comestível realmente funcione, embora o produto já esteja esgotado no site da Amazon, onde é comercializado por cerca de US$ 10 (aproximadamente R$ 20).


Versão feminina do Viagra começa a ser testada na Austrália
A fórmula do produto contém testosterona para aumentar o desejo e a satisfação das mulheres
POR FABRIZIA RIBEIRO EM 31/10/2012 15:18, EM SEXO







Estudos clínicos com o que os especialistas vem chamando de o primeiro Viagra feminino acabam de ter início na Austrália, conforme noticia o portal TVNZ. O efeito esperado do produto é que ele possa aumentar a libido de uma a cada três mulheres.

Batizado de Tefina, o novo medicamento é um gel nasal formulado a partir da testosterona, um dos principais hormônios do organismo masculino, que os pesquisadores acreditam que possa melhorar o desejo e a satisfação sexual do público feminino.






Depois que o gel é aplicado no nariz, a testosterona é absorvida pelo organismo em poucos minutos e os efeitos do medicamento podem ser sentidos dentro de algumas horas. Os pesquisadores responsáveis pela novidade estão convocando cerca de cem mulheres com idades entre 18 e 49 anos que morem na Austrália, no Canadá e nos Estados Unidos para participar dos testes.

“A disfunção sexual feminina é um problema real e acreditamos que 43% das mulheres sofram com algum tipo de disfunção”, declarou a Dra. Fiona Jane, da Monash University, em Melbourne, na Austrália. No entanto, o portal TVNZ informa que alguns especialistas têm dúvidas se o uso do medicamento realmente seria a solução para os problemas dessas mulheres.

“Os homens usam o sexo para aliviar o stress e as mulheres precisam estar relaxadas para fazer sexo, então há uma questão emocional bastante complexa”, disse o Dr. Ric Gordon, especialista em fertilidade.

Resta saber se o sucesso do medicamento especial para mulheres fará tanto sucesso quanto as pílulas azuis. Atualmente, a venda de Viagras totaliza 2 bilhões de dólares por ano. Se os testes mostrarem resultados positivos, a expectativa dos pesquisadores é que o produto esteja disponível para as consumidoras dentro de 3 a 5 anos.



Você já imaginou fazer sexo à distância com a ajuda do iPhone?

Designers criam produtos com a intenção de diminuir a distância entre casais que moram longe
POR FABRIZIA RIBEIRO EM 26/09/2012 15:08,eM TECNOLOGIA.





A LovePalz está se preparando para lançar aparelhos revolucionários: Zeus e Hera são dispositivos para iPhone ou iPad que permitem que os casais se conectem e tenham relações sexuais à distância simulando a situação real.

Com um design discreto e minimalista, Zeus é o aparelho para eles, que possui um furo central equipado com compressores de ar que simulam o órgão sexual feminino. Enquanto isso, Hera possui uma haste equipada por um pistão automático que pretende reproduzir os movimentos executados pelo parceiro.

Segundo o site da empresa, a interação entre os dois dispositivos é feita através do FaceTime, seja do iPhone ou do iPad. O aplicativo conecta os dois aparelhos por meio de uma rede wireless e, assim, cada dispositivo registra os movimentos – como pressão e velocidade – e envia as informações das ações do parceiro para o outro dispositivo.

Como os designers ainda não tem orçamento suficiente para desenvolver uma grande quantidade do produto por um preço de mercado, eles estão aceitando pré-pedidos como uma forma de arrecadar fundos. Assim que o número mínimo de encomendas for alcançado, as peças Zeus e Hera começarão a ser produzidas. Com o lucro dessas vendas, os designers devem conseguir produzir mais unidades e disponibilizar o aparelho por um preço mais competitivo.

Uma unidade do aparelho masculino (Zeus) ou feminino (Hera) custa 49,95 dólares, cerca de 100 reais. Um par (formado por Zeus e Hera) sai por 94,95 dólares, algo como 190 reais. E para aqueles que querem matar a saudade do amor que mora longe sem abrir mão do luxo, os designers produzirão 10 unidades de Zeus e Hera em ouro 24 quilates. O conjunto custará 10 mil dólares. Além disso, todas as unidades podem receber a gravação de um nome e vêm com um número de série.
Prepare o corpo para o verão com o Muay Thai
Prática é ótima para o emagrecimento e para definir a musculatura corporal
POR CLAUDIA BORGES EM 19/11/2012 16:06 - EM BOA FORMA






Perda de peso rápida, flexibilidade, além da tonificação de pernas, glúteos e abdômen: com todas essas vantagens e muitas outras o Muay Thai tem se tornado uma das modalidades preferidas pelas mulheres, que estão em busca de garantir a boa forma ainda neste verão.
Celebridades como Carolina Dieckmann, Sabrina Sato, Milena Toscano e Fernanda Paes Leme já revelaram que são fãs da prática, divulgando a modalidade como uma ótima aliada para conquistar um corpo mais bonito e torneado.
Também chamada de boxe tailandês, esta luta é conhecida como a "arte das oito armas", pois é caracterizada pela utilização de punhos, cotovelos, joelhos e pés nos movimentos, que podem ser feitos individualmente ou como o método tradicional de contato com outro lutador.






No caso das aulas para as mulheres, os treinos são realizados com exercícios de ataque e defesa entre as alunas, que revezam em movimentos com as luvas, estimulando a agilidade e a força. Os exercícios de golpes com as pernas e braços também podem ser feitos em aparadores e sacos de areia. O treino também é composto de atividades de aquecimento com polichinelo e fortalecimento específico com flexões de braço, agachamentos e abdominais.
Benefícios sem monotonia
De acordo com Peterson Revay, campeão mundial de Hapkido e professor de MMA — luta com chutes, golpes e técnicas de imobilização no chão, que engloba também os movimentos do Muay Thai e Jiu Jitsu — o corpo todo é beneficiado pelos movimentos da prática, principalmente a musculatura dos braços, ombros, pernas, costas e abdômen. “O Muay Thai define o corpo todo, diminui a circunferência abdominal, melhora a capacidade respiratória e a oxigenação do sangue”, comenta Peterson.






E para quem está de olho na eliminação das gordurinhas no verão, a modalidade é excelente, pois favorece um alto gasto calórico com seus movimentos de luta e exercícios agregados, podendo garantir uma perda de peso mais rápida do que outras atividades aeróbicas — quando aliada a uma dietabalanceada e saudável, é claro. O professor Peterson afirma que em uma hora de aula é possível gastar até mil calorias! Além disso, o Muay Thai é uma prática dinâmica, que não enjoa e pode ser bastante divertida.
Além dos benefícios no condicionamento físico, a atividade também é excelente para mandar o stress para longe, promovendo ainda uma melhora na concentração, disciplina e na autoconfiança do praticante.
Segundo Peterson Revay, a prática do Muay Thai deixa a pessoa mais tranquila, pois com o intensotrabalho cardiovascular que a modalidade proporciona, são liberados hormônios que promovem o bem-estar e aliviam o stress, como a endorfina. O trabalho de força em chutes, socos, joelhadas e cotoveladas, também é ótimo para extravasar e liberar a tensão do dia a dia.





A autoestima é outra grande beneficiada dessa prática. Afinal, além da perda de peso, o corpo ganha músculos mais definidos e torneados. Além disso, a melhora na oxigenação do sangue favorece a circulação, deixando a pele mais bonita. A pessoa que pratica a modalidade de combate também se sente mais confiante e disposta para enfrentar as “lutas” da rotina diária.
Gostou das vantagens do Muay Thai? Agora é só procurar uma academia que ofereça a atividade para exterminar as gordurinhas e ficar com tudo em cima para 2013. No entanto, como em qualquer outra atividade, é importante conversar antes com um profissional da área para saber mais sobre a prática, que é de alta intensidade e pode não ser ideal para algumas pessoas. Para quem está parada há muito tempo, é importante consultar um médico para a realização de exames cardiorrespiratórios a fim de praticar a modalidade com mais segurança.