segunda-feira, 2 de julho de 2012


Afegã mutilada por marido luta contra trauma antes de cirurgia
21 de maio de 2012 • 11h41 • atualizado em 22 de maio de 2012 às 17h29











Aisha Mohammadzai, a afegã de 22 anos que foi torturada pelo marido e ficou conhecida por aparecer na capa da revista Time em agosto de 2010, enfrenta o desafio de superar o trauma psicológico. Quatro anos atrás, Aisha teve o nariz e as orelhas mutilados ao tentar fugir de um casamento violento. Hoje, ela vive nos Estados Unidos e aguarda por uma cirurgia reconstrutiva, mas só poderá ser operada quando os médicos considerarem que ela possui condições psicológicas para passar pelo procedimento.
Aisha ganhou asilo político nos EUA em 2011, um ano depois de ter fugido do Afeganistão, com a promessa de uma cirurgia plástica. Ela chegou sem saber falar uma palavra em inglês - apenas Pashto, seu idioma materno - e foi acolhida pela organização Women for Afghan Women, que pagou por seus estudos. Mas Aisha começou a mostrar sinais de depressão e passou a preocupar seus tutores. Em um ataque de raiva, ela foi hospitalizada por 10 dias depois de bater a cabeça contra o chão, puxar os próprios cabelos e morder os dedos.




A psicóloga Shiphra Bakhchi, que tem tratado Aisha contra o estresse pós-traumático, acredita que o trauma de ter sido desfigurada pode ter causado cicatrizes psicológicas mais profundas do que físicas. "Eu realmente espero que, um dia, ela seja uma mulher ativa que teve um trauma horrível", disse Bakhchi à CNN.
Quando Aisha tinha 12 anos, o pai a prometeu em casamento a um membro do Talibã para pagar uma dívida. A família do marido passou a abusar dela e a forçou a dormir no estábulo com os animais. Aisha tentou fugir, mas o marido lhe arrancou o nariz e as orelhas. "Quando eles cortaram meu nariz e minhas orelhas, eu desmaiei. No meio da noite, parecia que havia água fria no meu nariz", disse ela à CNN. "Eu abri meus olhos e não conseguia ver nada por causa do sangue", afirmou.
Abandonada à morte nas montanhas, Aisha rastejou até a casa do avô, de onde o pai conseguiu levá-la a uma clínica americana. Ela ficou internada por mais de dois meses e foi levada a um abrigo secreto em Cabul, de onde partiu para os EUA com a ajuda da Fundação Grossman Burn.








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